Nesta terça-feira (21/7), veio a público o caso de um estudante da Universidade de Brasília (UnB) encontrado em uma casa no Varjão após sair para uma festa e perder contato com a família.
À polícia, o universitário relatou a suspeita de ter sido dopado e submetido a relações sexuais sem consentimento.
O estudante havia deixado a residência por volta das 20h de quinta-feira (16/7), mas não retornou nem enviou notícias. Sem conseguir localizá-lo, a mãe procurou informações em hospitais e comunicou o desaparecimento a amigos e conhecidos do filho.
A busca mudou de direção quando a família recebeu a informação de que ele estaria em uma residência no Varjão. Sem saber se o estudante permanecia no imóvel por vontade própria, a mãe acionou a polícia.
Investigadores da 5ª Delegacia de Polícia, vinculada à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), foram ao endereço indicado e localizaram o universitário. Segundo a apuração divulgada, ele não apresentava ferimentos aparentes, mas parecia estar sob efeito de alguma substância.
O estudante foi levado à delegacia e afirmou não conseguir reconstruir parte do que havia acontecido. Ele relatou ter perdido os sentidos em determinado momento e se recordar apenas de estar em um ambiente com aproximadamente 20 pessoas.
Ainda conforme o depoimento, o universitário acredita que possa ter sido submetido a atos sexuais sem consentimento durante o período em que permaneceu sem memória. O relato, porém, ainda depende de exames e da investigação policial.
Não há confirmação pública de que o estudante tenha sido dopado nem de que a violência sexual tenha ocorrido. Também não foram divulgadas informações sobre possíveis suspeitos ou sobre o local exato onde os fatos teriam acontecido.
Após prestar depoimento, o universitário foi encaminhado a uma unidade de saúde para receber medidas preventivas contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Depois, passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML).
Um boletim de ocorrência por estupro foi registrado. A PCDF investiga o trajeto percorrido pelo estudante, as pessoas que estavam com ele e o que ocorreu durante o intervalo que não consegue recordar.
A identidade do universitário foi preservada para evitar exposição e revitimização.
Pessoas que suspeitem ter sofrido violência sexual devem procurar atendimento de saúde imediatamente, mesmo quando não se lembram completamente do ocorrido. No Distrito Federal, o acolhimento deve ser garantido na rede pública para avaliação, exames e medidas preventivas.







