Neste sábado (8/8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que três filhos do ex-presidente pudessem visitá-lo neste domingo (9/8), Dia dos Pais. O pedido incluía Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.
Os advogados tentavam obter uma autorização excepcional para o encontro familiar. A defesa sustentou que a visita teria finalidade exclusivamente familiar e humanitária, em razão da data comemorativa.
Moraes, porém, manteve as restrições estabelecidas anteriormente para a prisão domiciliar de Bolsonaro. Em julho, o ministro suspendeu por 30 dias as visitas de familiares, permitindo, durante esse período, apenas o acesso de advogados e profissionais responsáveis por cuidados médicos e fisioterapêuticos.
A restrição foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Moraes considerou que a publicação descumpriu as condições impostas ao ex-presidente, que está impedido de utilizar redes sociais ou de se comunicar politicamente por intermédio de terceiros durante o cumprimento da prisão domiciliar.
No caso específico de Flávio Bolsonaro, existe ainda uma proibição mais longa. Moraes determinou que o senador fique 90 dias sem visitar o pai, após a divulgação da carta. A medida alcança o período da campanha eleitoral de 2026.
Além da suspensão temporária das visitas familiares, o STF determinou que Bolsonaro não receba encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições e também proibiu a divulgação de manifestações políticas do ex-presidente, inclusive por meio de terceiros.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por razões de saúde em Brasília. A medida foi concedida de forma temporária e não alterou o regime de cumprimento da pena, segundo decisão anterior do Supremo.











