PCDF apreende adolescente em operação contra indução de jovens ao suicídio

Foto: Divulgação/PCDF

Um adolescente de 17 anos foi apreendido no Paranoá na manhã desta terça-feira (15/9), durante a segunda fase de uma operação nacional que apura a atuação de uma rede virtual voltada ao aliciamento de jovens.

A ação no Distrito Federal foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o jovem foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude para cumprimento de medida de internação.

Ao todo, a operação cumpriu seis novos mandados de busca e apreensão domiciliar e seis medidas cautelares de busca e apreensão de adolescente, distribuídos pela Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A investigação nasceu da apuração da morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida em 22 de julho deste ano, após ela ser induzida à automutilação, à crueldade e ao suicídio por meio de plataformas virtuais. Com o avanço dos trabalhos, a morte passou a ser investigada como homicídio.

O caso é apurado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab/MJSP). A deflagração desta terça-feira ocorreu de forma integrada e simultânea entre as polícias civis dos cinco estados envolvidos e do Distrito Federal.

Os avanços vieram do material recolhido na primeira etapa. A partir de computadores, telefones e mídias apreendidos, o Ciberlab auxiliou na identificação de novos integrantes, administradores e moderadores que atuavam no recrutamento e na chantagem de vítimas vulneráveis, prática conhecida como escravidão digital.

Segundo a corporação, esta segunda fase busca desmantelar a estrutura do grupo de forma integral, neutralizar a infraestrutura dessas comunidades virtuais e resgatar potenciais vítimas em risco iminente.

A depender da conclusão das investigações, os adolescentes apreendidos responderão por ato análogo ao crime de homicídio qualificado mediante paga, promessa de recompensa ou motivo torpe, com possibilidade de medida de internação por até três anos.

Em nota, a PCDF, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e as demais polícias judiciárias reforçaram a necessidade de supervisão parental constante e de acompanhamento ativo do comportamento de crianças e adolescentes na internet, com atenção especial a grupos fechados em aplicativos de mensagens e fóruns on-line. A corporação cita como sinais de alerta mudanças de comportamento, como isolamento e cortes na pele sem origem explicada.

Denúncias de crimes cibernéticos, discursos de ódio, crueldade e indução à automutilação podem ser feitas pelo número 197 da Polícia Civil do Distrito Federal, nas delegacias especializadas em crimes cibernéticos ou na delegacia mais próxima. Nos casos registrados pelo 197, a identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.