O Distrito Federal registrou seis ocorrências de crimes eleitorais até as 11h30 deste domingo (4/10), dia do primeiro turno das eleições. A maior parte dos casos foi de boca de urna, prática proibida no dia da votação. Todas as ocorrências foram encaminhadas à Polícia Federal, responsável pela investigação de crimes eleitorais.
O balanço preliminar foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). Segundo o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, os seis casos foram identificados pela Polícia Militar. A Polícia Civil registrou ainda uma prisão em flagrante de um foragido com mandado de prisão em aberto, sem relação com a eleição.
A secretaria também reuniu imagens dos carros que espalharam santinhos em frente a escolas usadas como locais de votação. De acordo com Patury, a ação ocorreu entre 1h e 4h da madrugada e seguiu o mesmo padrão em várias regiões. “Um carro passava em uma certa velocidade e arremessava os santinhos pelas janelas”, descreveu. “Realmente uma sujeira enorme na frente de vários colégios”, completou.
As gravações, feitas por câmeras do programa DF 360 e das próprias escolas, foram preservadas. A polícia vai levantar as placas dos veículos para tentar identificar os responsáveis, em conjunto com a Justiça Eleitoral.
O esquema de segurança para a eleição foi preparado ao longo de mais de seis meses, com a participação de 22 órgãos. A Polícia Militar escalou 5 mil policiais exclusivamente para a votação, com pelo menos dois agentes em cada local de votação, além de 1,5 mil militares no policiamento ordinário. O programa DF 360 mobilizou 14 mil câmeras com um módulo voltado à eleição. Até o fim da manhã, não havia sinal de risco na Esplanada dos Ministérios nem nas embaixadas.
Quem presenciar crime eleitoral em andamento pode acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias de propaganda irregular também podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.










