O concurso para especialista em saúde pública do Distrito Federal deu um passo decisivo: a banca organizadora foi contratada. A seleção vai preencher vagas em áreas como farmácia, fisioterapia, psicologia, assistência social e administração na rede pública de saúde, que não tem concurso para a carreira desde 2018.
O contrato foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (13/10). A Secretaria de Economia firmou o acordo com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) em 8 de outubro. Pelo extrato, a banca fica responsável pelo planejamento, organização, execução e acompanhamento do certame. A vigência vai até a homologação do resultado final, estimada em até 24 meses a partir da assinatura.
O extrato não informa o número de vagas, o valor do contrato nem a data do edital. Em agosto de 2025, durante prestação de contas na Câmara Legislativa, a Secretaria de Saúde anunciou 322 vagas imediatas e 2.057 para cadastro reserva. Também informou salário inicial de R$ 3.055 para jornada de 20 horas semanais e de R$ 6.110 para 40 horas. Esses números ainda podem mudar até a publicação do edital.
A demanda por servidores é alta. Em julho deste ano, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), recomendou às secretarias de Saúde e de Economia que acelerassem o concurso. Segundo o órgão, a carreira tem déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades. As maiores carências estão em farmácia (1.095), terapia ocupacional (530), administração (490), fisioterapia (440), assistência social (337) e psicologia (310).
A recomendação dava 90 dias para a escolha da banca. O contrato foi assinado em 8 de outubro, dentro desse prazo. Depois da contratação, o próximo passo é a publicação do edital, com a distribuição das vagas por especialidade, os requisitos e o cronograma das provas.
O último concurso para Especialista em Saúde foi realizado em 2018, com 72 vagas para cargos como administrador, contador, economista, farmacêutico bioquímico, físico e fonoaudiólogo. Desde então, aposentadorias e o crescimento da rede ampliaram a falta de profissionais de apoio nas unidades de saúde do DF.









