PF abre inquérito sobre falta de ônibus no 2º turno

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a falta de ônibus que dificultou o deslocamento de eleitores em diferentes cidades do país neste domingo (25/10), dia do segundo turno das eleições.

O anúncio foi feito pelo diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Calli, em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília.

As maiores queixas vieram de Salvador. Segundo a federação formada por PT, PCdoB e PV, a oferta de ônibus na capital baiana caiu mais de 50% em relação aos dias úteis. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) mandou prender o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que, segundo a PF, está fora do país. A prefeitura atribui o problema a sindicalistas.

A campanha do presidente Lula (PT) relatou problemas de transporte em cidades de ao menos dez estados e pediu a prorrogação da votação. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu o horário até as 19h em todo o país. No Distrito Federal, o TRE-DF informou que não houve tempo hábil para aplicar a medida.

Impedir ou dificultar o exercício do voto e recusar transporte a eleitores no dia da eleição são crimes previstos no Código Eleitoral.

Mais cedo, a PF informou ter conduzido 16 pessoas por suspeita de crimes eleitorais em todo o país desde a abertura das urnas, com oito termos circunstanciados registrados. As irregularidades mais comuns foram propaganda eleitoral proibida, violação do sigilo do voto e desobediência a autoridades eleitorais.

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