O avião particular em que estariam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família pousou por volta das 10h25 desta quarta-feira (28/10) no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, nos Estados Unidos.
A aeronave saiu da Argentina na noite de terça-feira (27/10) e fez escala em Guayaquil, no Equador.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, por volta das 22h50 de terça.
Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. Os quatro apresentaram documentos de viagem válidos e embarcaram às 23h30 em um voo particular com destino ao Equador.
O voo foi feito em um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, da empresa argentina Baires Fly. A aeronave está registrada no país desde setembro de 2020. A mesma empresa já foi usada pelo presidente argentino, Javier Milei, em sua primeira viagem internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter sido informado de que Flávio estava na Argentina, mas afirmou não saber o paradeiro exato do senador. Ele deu sinal verde para a entrada de Flávio e da família no país.
“Eu aprovaria. Acho que são boas pessoas. A eleição foi muito estranha e, na minha opinião, foi terrível. Para mim, estaria tudo bem”, declarou.
Segundo a imprensa americana, o Departamento de Estado vai emitir vistos para o senador e os familiares. O irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, vive na Flórida.
Flávio não podia deixar o Brasil. Na segunda-feira (26/10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e determinou a entrega dos passaportes do senador. Como os documentos não foram entregues, a PF os cancelou.
Moraes é relator do inquérito em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Até a publicação desta reportagem, não havia ordem de prisão contra o senador, e Flávio não havia se manifestado sobre a viagem.
Derrotado por Lula (PT) no segundo turno, no domingo (25/10), Flávio havia dito que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação da eleição. Na segunda-feira, recuou e anunciou que buscaria a cassação da chapa do petista por suposto abuso de poder.











