O Partido Democrata deve retomar o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3/11). As projeções das principais redes de televisão americanas e da agência Associated Press (AP) indicam maioria democrata no Senado e na Câmara dos Representantes, em uma derrota para o presidente Donald Trump.
Estavam em disputa as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. Antes da votação, os republicanos tinham 53 senadores e 218 deputados. Os democratas precisavam conquistar 51 cadeiras no Senado e 218 na Câmara para assumir o controle.
No Senado, os democratas venceram disputas em estados considerados redutos republicanos. No Texas, James Talarico derrotou o procurador-geral do estado, Ken Paxton. Em Ohio, Sherrod Brown venceu o senador Jon Husted. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper conquistou uma cadeira aberta, e em Iowa, Josh Turek derrotou a deputada Ashley Hinson.
No Maine, o democrata Troy Jackson liderava a disputa contra a senadora republicana Susan Collins na última atualização da apuração. Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff foi reeleito. Os republicanos mantiveram cadeiras na Flórida, em Wyoming e em Montana.
Na Câmara, a apuração é mais lenta, e o resultado final de algumas disputas pode levar dias. Nas eleições de 2022 e 2024, o controle da Casa só foi definido oito dias depois da votação. Ainda assim, as projeções já apontam que os democratas superaram o número de cadeiras necessário para a maioria.
O resultado foi influenciado pelo custo de vida, pela guerra contra o Irã e por denúncias de corrupção no governo, segundo pesquisas de boca de urna. Na véspera, Trump fez um discurso de cerca de 50 minutos no Lincoln Memorial, em Washington, e pediu aos eleitores que votassem como se ele próprio estivesse na cédula. O presidente afirmou que vai usar o poder de veto para barrar a agenda democrata.
Com maioria nas duas casas, os democratas passam a comandar as comissões do Congresso, podem convocar autoridades, requisitar documentos e abrir investigações contra o governo. No Senado, poderão bloquear ou atrasar indicações do presidente para embaixadas, tribunais federais e eventuais vagas na Suprema Corte. Os novos congressistas tomam posse em janeiro de 2027.











