O presidente Lula (PT) venceu em 13 estados no segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25/10). O senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou em outros 13 e no Distrito Federal. A diferença de votos nos estados mais populosos garantiu a reeleição do petista, com 51,79% dos válidos.
Lula venceu em todos os nove estados do Nordeste, onde teve suas maiores vantagens. O melhor resultado foi no Piauí, com 75,88% dos votos válidos, seguido da Bahia (71,31%), do Maranhão (69,54%) e de Sergipe (69,53%). Só a Bahia deu ao petista quase 3,9 milhões de votos de vantagem.
No Norte, o presidente ganhou no Pará (55,02%), no Amazonas (54,02%) e no Amapá (52,88%). Flávio venceu em Roraima, onde teve seu melhor percentual no país, com 72,46%, além de Rondônia (69,61%), Acre (66,57%) e Tocantins (51,37%).
O ponto de virada foi Minas Gerais. Flávio liderava no estado no primeiro turno, com 48,24% dos válidos, mas Lula venceu no segundo, com 50,43%. A diferença foi de 109.313 votos, num dos maiores colégios eleitorais do país. Minas foi o único estado a mudar de vencedor entre os turnos.
Flávio dominou o Sul e o Centro-Oeste. Teve 69,42% em Santa Catarina, 66,06% em Mato Grosso, 62,58% no Paraná, 59,66% em Goiás, 59,60% em Mato Grosso do Sul e 57,84% no Rio Grande do Sul. No Distrito Federal, venceu com 54,28%.
No Sudeste, além de vencer no Espírito Santo (56,37%), o senador ganhou em São Paulo, com 53,85%, e no Rio de Janeiro, com 53,10%. Em São Paulo, maior eleitorado do país, a vantagem dele foi de cerca de 2 milhões de votos, insuficiente para compensar a diferença aberta por Lula no Nordeste.
No total, Lula teve 64.256.232 votos, e Flávio, 59.826.041. A diferença foi de 4.430.191 votos.








