Nesta segunda-feira (13/7), ganhou repercussão nacional o caso de uma técnica de enfermagem presa sob suspeita de tentar retirar uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A criança foi encontrada viva dentro de uma bolsa antes que a mulher deixasse a unidade.
A suspeita trabalhava na maternidade havia mais de dois anos, mas estava de folga quando entrou no hospital, em 6 de julho. Segundo a investigação, ela teria dito à mãe da bebê, uma adolescente de 14 anos, que levaria a criança para realizar exames de rotina.
A movimentação chamou a atenção da tia da recém-nascida. Ela percebeu que a funcionária saiu de uma sala sem a criança à vista, carregava uma bolsa grande e seguiu em direção a um banheiro. Ao acompanhar a suspeita, encontrou a bebê escondida no interior da bolsa e pediu ajuda.
A intervenção impediu que a criança fosse retirada da maternidade. Não foram divulgadas informações sobre ferimentos, e a identidade da recém-nascida foi preservada.
Durante as buscas na casa da investigada, a polícia encontrou um quarto montado com berço, banheira, fraldas e roupas infantis. Familiares acreditavam que ela estivesse grávida, mas os investigadores informaram que não foram apresentados exames capazes de comprovar uma gestação.
Como a ocorrência não resultou em prisão em flagrante, a Justiça expediu posteriormente um mandado de prisão preventiva. A suspeita havia sido internada pela família em uma unidade psiquiátrica e foi presa após receber alta médica.
A defesa informou que a mulher apresenta sintomas psiquiátricos e faz uso de medicamentos. A Polícia Civil, porém, afirmou que a apuração ainda não identificou elementos suficientes para afastar a responsabilidade criminal. O caso é investigado como tentativa de sequestro e tramita sob sigilo para proteger a criança.
A maternidade informou possuir mecanismos de controle de acesso e afirmou que os protocolos internos relacionados ao episódio também estão sendo analisados.










