O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu, na noite de quinta-feira (8/10), à decisão do ministro Alexandre de Moraes que mandou o irmão dele, Eduardo Bolsonaro, começar a cumprir pena. Em transmissão ao vivo, o senador disse que a resposta veio das urnas e mandou um recado ao ministro: “O Senado vai proteger o Supremo de você”.
Flávio afirmou que quase 50 senadores já se declararam publicamente favoráveis ao impeachment de Moraes e que o pedido de afastamento será prioridade da bancada dele no Senado. Também classificou a decisão como uma tentativa de “criar um factoide” em plena campanha e disse que a medida é “completamente inócua”, porque Eduardo vive nos Estados Unidos e, segundo ele, está protegido pela legislação americana. O senador chamou o ministro de “violador de direitos humanos internacionais”.
Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo. A acusação aponta tentativas de interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela trama golpista. A condenação foi unânime, em junho, e os recursos foram rejeitados em setembro. O processo transitou em julgado em 3 de outubro, quando não cabem mais recursos.
Na decisão desta quinta, Moraes determinou a inclusão do nome de Eduardo no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, o cancelamento de todos os passaportes brasileiros dele, a suspensão dos direitos políticos e a confirmação da perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. Eduardo mora nos Estados Unidos desde 2025. O cumprimento da pena no Brasil pode depender de um pedido formal de extradição.
O afastamento de um ministro do Supremo depende de aprovação do Senado. Para a condenação em um processo de impeachment, são necessários os votos de dois terços dos senadores, ou seja, 54 dos 81. O novo Senado, eleito no domingo (4/10), toma posse em fevereiro de 2027. Flávio disputa o segundo turno contra o presidente Lula (PT) em 25 de outubro. Até a publicação desta reportagem, Eduardo não havia se manifestado.











