Vídeo: Reeleito, Lula diz que vai governar para 215 milhões

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) afirmou, em seu primeiro pronunciamento após a reeleição, na noite de domingo (25/10), em São Paulo, que vai governar para todos os brasileiros. “Agora a gente não tem mais adversário. Eu tenho que governar para 215 milhões de brasileiros”, disse.

Rouco após a reta final da campanha, Lula falou à imprensa ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), também reeleito, da primeira-dama, Janja da Silva, e de aliados. Alckmin falou primeiro e elogiou o companheiro de chapa.

Lula começou agradecendo. “Eu queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que ele tem comigo há muito tempo”, afirmou. Sobre o vice, disse: “Feliz o presidente que tem um vice da qualidade, da lisura de comportamento e da lealdade que eu tenho no Alckmin”.

O presidente classificou o resultado como uma derrota do negacionismo e da mentira. Também mencionou o ato de apoiadores na Avenida Paulista na véspera da eleição. “Fiquei feliz em ver o povo cantando o Hino da Independência em frente ao Masp”, disse, acrescentando que o país “não aceita ser quintal de ninguém”.

A regulação das redes sociais foi um dos principais temas do discurso. “Vamos ter que regular as plataformas digitais. Crime no mundo digital tem que ser tratado igual crime no mundo real”, afirmou. Ele também criticou as grandes empresas de tecnologia que, segundo ele, não pagam impostos no país e tentam manipular eleições.

Lula disse que a comunicação digital terá mais espaço no próximo governo e brincou com o deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela mobilização da campanha nas redes. “Já ganhei um celular, já estou aprendendo a conversar com meu ‘general’”, disse.

Ao falar dos planos para o quarto mandato, o presidente prometeu manter os investimentos em educação. “Vou continuar fazendo a revolução na educação desse país”, afirmou. Ele defendeu ainda mais ensino de matemática e engenharia, para que o Brasil não dependa de inteligência artificial estrangeira.

Lula citou também a saúde pública e os direitos das mulheres. Disse estar feliz com a vitória por impedir a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) e prometeu que as mulheres “serão tratadas com muito mais respeito” pelas políticas públicas.

O presidente afirmou que a eleição deixou lições e que pretende mudar a forma de governar, ampliando a participação popular nas decisões. “Não tenho preferência por religião, tenho respeito à fé dos brasileiros”, disse. Lula não mencionou Flávio Bolsonaro (PL) no discurso.

Com 99,9% das seções apuradas, Lula teve 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% de Flávio. Ele será o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto direto no país e toma posse em 5 de janeiro de 2027.

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