DF tem menos ocorrências no segundo turno

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Os chamados à polícia por suspeita de crime eleitoral aumentaram no Distrito Federal no segundo turno, no domingo (25/10), mas o número de ocorrências registradas foi menor que no primeiro. A votação transcorreu com tranquilidade na maior parte das seções da capital.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), houve menos ocorrências eleitorais do que em 4 de outubro, embora os acionamentos tenham crescido. A corporação não divulgou os números totais dos dois turnos.

O balanço da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) mostra o aumento das ligações. Até as 11h, o 190 havia recebido 20 chamados por suspeita de crime eleitoral, contra seis no mesmo período do primeiro turno. Às 17h, quando a votação terminou no DF, eram 53.

Nem todo chamado se transforma em ocorrência. As ligações são analisadas pelo Centro de Operações da PM, e só os casos com indício de infração geram atendimento. A investigação dos crimes eleitorais cabe à Polícia Federal (PF).

Para o segundo turno, a PM havia quadruplicado a estrutura de monitoramento das denúncias. Os chamados passaram a ser divididos entre quatro mesas, uma para cada região: Oeste, Leste, Centro Urbano e Sul. Mais de 5 mil policiais trabalharam nos locais de votação.

Duas pessoas assinaram termo circunstanciado por propaganda irregular. No Gama, uma mesária foi flagrada fazendo boca de urna na Escola Classe 22, no Setor Central, e levada ao Fórum de Santa Maria. No Riacho Fundo I, o operador de um carro de som que fazia propaganda perto de um local de votação foi conduzido ao Fórum de Samambaia.

Outras duas pessoas foram levadas à delegacia por desacato. Após as 17h, um grupo chegou a um local de votação acreditando que ainda poderia votar, por causa da prorrogação do horário determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para seções ainda abertas no país.

Informados de que a votação no DF já estava encerrada, os eleitores discutiram com os policiais. Uma mulher foi contida e colocada na viatura. Um homem que tentou impedir a saída do veículo também foi conduzido.

Também foram registrados casos de eleitores fotografando a urna dentro da cabine. A SSP-DF classificou as situações como infração administrativa, e não crime eleitoral. Os eleitores foram notificados e tiveram de entregar o celular aos mesários antes de votar.

Após a apuração, a PM mobilizou 1,1 mil policiais para a Esplanada dos Ministérios, com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Choque, da Cavalaria, do Batalhão de Cães e da Rotam. A via permaneceu fechada na altura do Buraco do Tatu, e a corporação informou esperar manifestações pacíficas.

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