Mães de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo, ou doenças raras passam a contar com um espaço próprio de acolhimento no Distrito Federal. A primeira Casa da Mãe Atípica do país foi inaugurada nesta quarta-feira (14/10), no Estacionamento 13 do Parque da Cidade.
O espaço é uma iniciativa da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), em parceria com a organização Ação Social Renascer. O atendimento é gratuito e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Uma van faz o trajeto entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Parque da Cidade.
A casa oferece acompanhamento psicológico individual e em grupo, consultas psiquiátricas, orientação jurídica, assistência social e serviços de enfermagem. A enfermagem atende sem agendamento, e as consultas com psiquiatra devem ser marcadas presencialmente. Enquanto as mães são atendidas, os filhos ficam na brinquedoteca, com monitoras e materiais de higiene infantil.
A programação inclui ainda atividades de bem-estar, como yoga, dança e arteterapia, e oficinas de fotografia, redes sociais e pequenos negócios. “Quem cuida também precisa ser cuidada”, resume a diretora-geral do espaço, Sueneide Melo.
Há 60 vagas em cursos gratuitos de capacitação, divididas entre nail design e mundo digital. As inscrições vão de 23 a 29 de outubro, pelo link na bio do perfil @casadamulherdf no Instagram ou presencialmente. As aulas começam em 5 de novembro, nos turnos da manhã e da tarde.
A implantação da casa faz parte da parceria entre a Secretaria da Mulher e a Ação Social Renascer. Termo aditivo publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 13 de outubro destinou R$ 746,5 mil à implantação e ao funcionamento do Centro de Referência da Mulher Brasileira e da Casa da Mãe Atípica.







