Os metroviários do Distrito Federal anunciaram greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (1º/9), após meses de negociações sem acordo com o governo e a direção da companhia.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF) informou que a principal reivindicação é a realização de concurso público para recompor o quadro profissional. A entidade relaciona a falta de pessoal à sobrecarga dos empregados e sustenta que o problema pode afetar a qualidade e a segurança do serviço.
A cobrança não começou agora. Em novembro de 2025, a categoria apresentou uma pauta ao Governo do Distrito Federal (GDF). Sem uma resposta considerada satisfatória, o sindicato enviou novo ofício à governadora Celina Leão no início de agosto e intensificou a mobilização.
O anúncio coloca pressão sobre uma negociação que ainda pode avançar antes do prazo. Em março deste ano, os metroviários chegaram a aprovar outra paralisação, mas suspenderam o movimento após a abertura de uma rodada de diálogo. Por isso, a greve está marcada, mas o cenário ainda pode mudar caso haja acordo.
Para os passageiros, permanece uma dúvida importante: o sindicato ainda não divulgou quantos trens deverão circular, quais horários poderão ser afetados ou se haverá restrições em determinadas estações. A publicação também não indica interrupção imediata do serviço antes de 1º de setembro.
O transporte coletivo é considerado atividade essencial pela legislação. Em caso de greve, sindicato e empresa devem assegurar o atendimento das necessidades inadiáveis da população, além de comunicar a paralisação com antecedência mínima de 72 horas.






