O homem suspeito de atropelar e matar Valmir Santos Sena, de 72 anos, em Ceilândia, foi liberado após prestar depoimento na terça-feira (18), segundo a Polícia Civil. O acidente ocorreu no sábado (15), quando a vítima atravessava a faixa de pedestres. Valmir chegou a ser internado, mas morreu no domingo (16), em decorrência dos ferimentos.
De acordo com a PCDF, o condutor da moto, Wevérton Pereira de Mâcedo, 39 anos, cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por outro crime. Ele foi preso pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (17) e admitiu ser o responsável pelo atropelamento.
Wevérton relatou que deixou o local por medo. Em depoimento, afirmou que seguia a cerca de 60 km/h quando passou pela faixa, acreditando que não havia pedestres, já que alguns carros teriam acelerado. Ele disse que Valmir estava em um ponto cego e que ficou “assustado e atordoado” após a colisão, o que justificaria sua fuga. O motociclista também disse ter perdido o celular no impacto e afirmou que um bombeiro já havia acionado o socorro.
O suspeito contou ainda que havia adquirido o ágio da moto usada no acidente, mas devolveu o veículo ao antigo dono. Ele se comprometeu a entregar a motocicleta à polícia para perícia.
A vítima retornava da casa da irmã e levava um brinquedo para o neto quando foi atingida. O objeto ficou caído na faixa após o acidente. Valmir sofreu fraturas no crânio e no braço, foi socorrido em estado grave ao Hospital Regional de Ceilândia e transferido para o Hospital de Base, onde teve a morte encefálica constatada. Seus órgãos pararam no domingo, confirmando o óbito. O velório ocorreu nesta quarta-feira (19), no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.
Testemunhas afirmaram que outros veículos haviam parado para que o idoso atravessasse na QNO 11/13, no Setor O, quando o motociclista, em alta velocidade, passou pela faixa e atingiu a vítima. Mesmo ferido, o condutor deixou o local sem prestar socorro.
A Polícia Civil informou que o caso é tratado como homicídio culposo, já que, pela legislação de trânsito, não há indício de intenção de matar. Como o suspeito se apresentou mais de 48 horas após o acidente, acompanhado de advogado, e não havia mandado de prisão, ele foi ouvido e liberado. A 24ª Delegacia de Polícia instaurou inquérito para investigar o caso.






