O movimento observado em dois pontos comerciais da Asa Norte escondia uma atividade ilegal por trás da rotina de clientes, oficinas e estabelecimentos da região. Na tarde desta quinta-feira (27/8), uma operação policial chegou às quadras 705 e 707 Norte e interrompeu dois pontos suspeitos de explorar o jogo do bicho.
A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 2ª Delegacia de Polícia. As equipes chegaram ao primeiro endereço, na CLRN 705, por volta das 15h, depois de receberem denúncias sobre apostas realizadas no local.
Durante a abordagem, os investigadores encontraram um homem com um equipamento usado para imprimir jogos. Bilhetes com resultados de apostas também foram localizados no estabelecimento.
Segundo as informações repassadas à polícia, duas máquinas seriam utilizadas na atividade: uma estava dentro de um veículo e a outra havia sido deixada em uma oficina. Os dois equipamentos foram apreendidos.
Um celular, comprovantes de apostas e um Chevrolet Tracker também foram levados à delegacia. O homem apontado como responsável por receber os jogos foi conduzido à 2ª DP e autuado pela contravenção penal de exploração do jogo do bicho.
A operação não terminou ali. Os policiais seguiram para a CLRN 707, onde havia outra denúncia sobre apostas ilegais. No segundo endereço, um homem foi encontrado com uma sacola contendo documentos relacionados aos jogos.
Os agentes recolheram uma máquina de cartão, um telefone celular, dinheiro em espécie e comprovantes. O suspeito também foi encaminhado à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis. O valor apreendido não foi divulgado.
O material recolhido deverá ajudar os investigadores a identificar a dimensão da atividade e possíveis conexões entre os pontos. Até a última atualização, a PCDF não havia informado se os dois homens atuavam juntos ou se outras pessoas eram investigadas.
Embora seja tratado com naturalidade em alguns locais, o jogo do bicho permanece enquadrado como contravenção penal no Brasil. Os conduzidos são considerados suspeitos, e qualquer responsabilização definitiva depende do andamento do procedimento e de decisão da Justiça.








