PCDF prende mulher e desarticula laboratório de cogumelos alucinógenos

Foto: Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (3), uma mulher de 47 anos por tráfico de drogas. A prisão ocorreu durante a Operação “Magic Mushroom”, que desarticulou um laboratório clandestino de cultivo de cogumelos alucinógenos no Paranoá.

Segundo a PCDF, a mulher foi abordada no momento em que vendia uma porção de cogumelos a um comprador. Após confirmar a negociação, os policiais realizaram buscas no apartamento da suspeita e encontraram uma grande quantidade de cogumelos já preparados para comercialização. O material apreendido foi avaliado em mais de R$ 20 mil.

A investigação começou depois que um motorista de aplicativo foi preso transportando cogumelos que continham psilocibina, substância proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A partir da ocorrência, agentes da Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) passaram a investigar a origem dos entorpecentes e os responsáveis pela produção e venda.

Durante as diligências, a mulher foi identificada e passou a ser monitorada pelos investigadores. De acordo com a corporação, ela afirmou que cultivava os cogumelos no próprio apartamento.

No imóvel, os policiais encontraram uma estrutura usada para o cultivo, com recipientes contendo substrato, materiais para esterilização e outros insumos. Também foram apreendidas porções de skunk.

À polícia, a investigada explicou de forma geral como fazia o cultivo. Ela relatou que preparava os recipientes e o substrato, vedava o material com papel-alumínio e fazia a esterilização em uma panela de pressão. Depois, introduzia os esporos e aguardava a colonização pelo micélio. Em seguida, o material era submetido às condições necessárias para a formação dos cogumelos.

A mulher também relacionou aos cultivos materiais encontrados no apartamento, como copos plásticos, papel-alumínio, esporos e a panela de pressão.

Após a prisão, ela foi encaminhada à Divisão de Controle e Custódia de Presos da PCDF, onde permanece à disposição da Justiça.

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