A ampliação do horário de votação no segundo turno teve impacto mínimo no Distrito Federal. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (29/10) pelo presidente da Justiça Eleitoral no DF, que classificou a medida como de “efeito residual”.
O desembargador Ângelo Passarelli, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), falou na abertura da primeira sessão de julgamentos da Corte após a eleição. “Mais de 95% das seções eleitorais encerraram os trabalhos até as 17h10”, afirmou.
Segundo o magistrado, “menos de 20 seções permaneceram em funcionamento até as 19 horas”, e a votação registrada nesse período foi mínima. A maior parte das seções que tinham fila às 17h apenas concluiu o atendimento aos eleitores que já aguardavam, como garante a legislação eleitoral.
A votação de domingo (25/10) foi estendida até as 19h em todo o país por decisão da Justiça Eleitoral. No balanço nacional, 34.393 votos foram registrados nas duas horas adicionais.
Passarelli afirmou ainda que o resultado reafirmou “a segurança da urna eletrônica e o compromisso da Justiça Eleitoral com a democracia”.
No DF, a governadora Celina Leão (PP) foi reeleita com 987.142 votos, o equivalente a 57,18% dos votos válidos. Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) venceu no Distrito Federal com 54,28%, embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha sido reeleito no resultado nacional.







