Raiva e leishmaniose: saiba como prevenir as principais doenças que afetam cães e gatos no DF

Foto: Divulgação

A raiva e a leishmaniose visceral canina estão entre as principais doenças que preocupam tutores de animais no Distrito Federal. Enquanto a raiva pode atingir cães, gatos e outros mamíferos, inclusive seres humanos, a leishmaniose visceral afeta os cães e exige atenção para o diagnóstico e acompanhamento.

A leishmaniose visceral canina é causada pelo protozoário Leishmania infantum e é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. Em muitos casos, o animal pode permanecer sem sintomas por um longo período. Quando a doença se manifesta, os sinais mais comuns incluem apatia, fraqueza, perda de peso, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, feridas na pele, principalmente no focinho e nas orelhas, além do aumento do fígado, do baço e dos gânglios linfáticos.

Em casos de suspeita, a equipe de zoonoses realiza a coleta de sangue do animal e um teste rápido. Se o resultado for positivo, é feito o exame Elisa para confirmação, além da emissão de um laudo laboratorial. Para animais com tutor, também é necessário um laudo elaborado por um médico-veterinário.

Após a confirmação da doença, o tutor recebe orientações sobre as opções disponíveis. Caso escolha a eutanásia, o procedimento é realizado de forma humanitária. Se optar pelo tratamento, o acompanhamento é feito para verificar se as medidas recomendadas estão sendo seguidas. O serviço de zoonoses não realiza o tratamento dos animais, oferecendo apenas observação, exames e definição da conduta. Os animais podem permanecer no local por até 24 horas devido ao risco de transmissão para outros cães e gatos.

Já a raiva é uma doença viral grave, considerada uma zoonose, que pode atingir todos os mamíferos, incluindo os seres humanos. A transmissão ocorre pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas.

Entre os principais sintomas estão mudanças repentinas de comportamento, agressividade ou isolamento, salivação excessiva, dificuldade para engolir e paralisia.

A principal forma de prevenção é a vacinação antirrábica. No Distrito Federal, o imunizante é oferecido durante todo o ano em postos fixos. Para receber a vacina, o animal deve estar saudável, ter pelo menos três meses de idade e ser levado por um tutor maior de 18 anos, que deve apresentar documento de identificação.

Além da vacinação, a orientação é evitar contato com cães e gatos desconhecidos, especialmente quando estiverem se alimentando, dormindo ou cuidando de filhotes. Também não é recomendado tocar em morcegos ou animais silvestres encontrados em situações incomuns. Em caso de suspeita de raiva ou de animais mortos, a Vigilância Ambiental deve ser comunicada para o recolhimento e análise. Se houver agressão por um animal suspeito, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e não matar o animal.

Os serviços de coleta de sangue para exame de leishmaniose e de vacinação antirrábica são realizados na unidade da Vigilância Ambiental, localizada no Setor de Habitações Coletivas Noroeste (SHCNW), Trecho 2, Lote 4, em Brasília. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (61) 3449-4434 e (61) 3449-4432.

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