O homem suspeito de matar a companheira a facadas no Itapoã foi preso na manhã desta terça-feira (8/9), antes de se apresentar à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Anderson Gonçalves, de 44 anos, foi localizado por volta das 7h nas proximidades da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá.
A defesa teria iniciado uma tentativa de apresentação voluntária, mas os investigadores já procuravam pelo suspeito desde a noite anterior. Ele acabou detido antes de entrar na unidade policial responsável pela apuração do caso.
A vítima foi identificada como Flávia Gomes da Silva, de 36 anos. Ela foi atacada na noite de segunda-feira (7/9), na Quadra 2 do Itapoã, quando retornava de um mercado acompanhada da filha mais nova, de 4 anos.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 18h56 e enviou quatro viaturas ao endereço. Flávia foi encontrada caída, com ferimentos provocados por arma branca e sem sinais vitais.
Os socorristas realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, mas a vítima não respondeu aos procedimentos. A área ficou sob responsabilidade das forças de segurança para a realização da perícia e o início das investigações.
Informações preliminares colhidas pela polícia indicam que houve uma discussão antes do ataque. Depois do crime, Anderson teria deixado o local de carro e seguido em direção a Planaltina. O veículo foi encontrado posteriormente em uma área afastada.
Em depoimento, o suspeito apresentou sua versão sobre o ocorrido e afirmou que pegou uma faca que mantinha no automóvel após discutir com Flávia. A declaração será confrontada com depoimentos de testemunhas, imagens, mensagens e resultados dos exames periciais.
A filha do casal teria presenciado o ataque. A circunstância também faz parte da investigação conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia. Flávia deixou outros dois filhos, de 16 e 21 anos.
Familiares relataram episódios anteriores de agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento. Segundo esses relatos, Flávia não havia registrado ocorrência policial contra Anderson. As declarações serão analisadas no decorrer do inquérito.
O caso é investigado como feminicídio. A prisão do suspeito não encerra a apuração, que ainda deverá esclarecer a dinâmica completa do ataque e reunir os elementos necessários para eventual denúncia do Ministério Público.








