Márcio Corrêa rebate Wilder e amplia embate no PL de Goiás

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A divergência eleitoral entre Márcio Corrêa e Wilder Morais ganhou uma troca pública de críticas na sexta-feira (04/09). Chamado de “sabor direita”, o prefeito de Anápolis respondeu em vídeo, questionou a atuação do senador e cobrou propostas para Goiás.

Os dois integram o Partido Liberal (PL), mas estão em lados diferentes na disputa estadual. Wilder concorre ao governo, enquanto Márcio declarou apoio a Daniel Vilela (MDB). A escolha do prefeito motivou a abertura de um processo disciplinar na legenda.

Durante sabatina ao Mais Goiás, Wilder relacionou sua crítica ao afastamento político do prefeito. “No momento certo precisa estar com a direita e agora demonstrou que não está conosco”, afirmou.

Na resposta, Márcio disse que o senador deveria dedicar mais tempo à apresentação de projetos. Também classificou a candidatura do correligionário como um “projeto falido”, avaliação política feita pelo prefeito, e reafirmou apoio a Flávio Bolsonaro, Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo.

O prefeito usou ainda referências a Carlinhos Cachoeira, Alexandre de Moraes e Jorge Messias para questionar a trajetória do senador. Os episódios citados têm contextos distintos e não demonstram, por si, irregularidade na atuação de Wilder.

A referência a Cachoeira remete a conversas divulgadas em 2012. Na época, gravações da Operação Monte Carlo levaram parlamentares a cobrar explicações de Wilder sobre declarações nas quais o contraventor atribuía a si influência na ascensão política do então suplente de Demóstenes Torres.

Wilder contestou essa interpretação. Em manifestação publicada naquele ano, negou ter sido indicado por Cachoeira para a suplência e afirmou que o trecho divulgado estava fora de contexto. Segundo sua versão, a conversa envolvia questões pessoais e sua intenção era encerrar uma situação constrangedora, não expressar gratidão política.

Outro episódio mencionado diz respeito à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O registro oficial do Senado informa que Wilder não compareceu à votação de quarta-feira (29/04), que terminou com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção.

A votação foi secreta. A ausência registrada não permite atribuir ao senador um voto favorável nem concluir que tenha agido para ajudar o indicado de Lula. O resultado foi a rejeição do nome de Messias.

Já a referência a Moraes envolve um jantar realizado em 2017, antes da análise de sua indicação ao Supremo. O encontro com senadores aconteceu em uma embarcação de Wilder, no Lago Paranoá, em Brasília.

À época, Wilder confirmou a reunião e disse não enxergar problema no encontro. Moraes, indicado pelo então presidente Michel Temer, afirmou que esperava uma reunião em endereço residencial e foi surpreendido pelo local, mas descreveu a conversa como séria e respeitosa.

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