O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), negou ter recebido valores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, após a divulgação de informações atribuídas a uma proposta de delação premiada apresentada pela defesa do empresário.
Segundo reportagem da revista Veja, a proposta mencionaria um suposto repasse de US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões na cotação atual, ao senador. As informações foram repercutidas por veículos como Metrópoles e Poder360.
De acordo com o relato atribuído ao material entregue aos investigadores, o valor teria passado por uma conta no exterior e depois sido transferido a Alcolumbre como contrapartida por apoio a uma demanda de interesse do Banco Master.
A suposta operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Alcolumbre reagiu por meio de nota. O senador afirmou que as informações são falsas, negou ter recebido valores no Brasil ou no exterior e disse que adotará medidas judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas acusações.
Na manifestação, a assessoria da Presidência do Senado também afirmou que as acusações deverão ser comprovadas por quem as apresentou.
As informações atribuídas a Vorcaro constariam da segunda proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro.
A Polícia Federal rejeitou a nova tentativa de delação. Segundo o Poder360, a avaliação dos investigadores foi de que os relatos não trouxeram provas inéditas ou elementos considerados relevantes para justificar benefícios ao empresário.
Reportagens anteriores da Folha e da CNN já apontavam resistência da PF e da Procuradoria-Geral da República em relação às tratativas de colaboração de Vorcaro, principalmente pela cobrança de maior profundidade, detalhamento financeiro e condições consideradas insuficientes pelos investigadores.
A proposta também teria citado supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.
Rueda nega irregularidades. Ele afirma não ter relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.
Como a delação não foi aceita pela Polícia Federal, os relatos não têm, até o momento, valor de acordo homologado. As acusações ainda dependem de análise das autoridades e de comprovação por elementos de prova.








