Uma viagem de férias virou pesadelo para a terapeuta capilar Heloísa Roque, de Brasília. Ela estava hospedada com dois filhos no Japaratinga Lounge Resort, em Alagoas, um dos empreendimentos mais premiados do Brasil.
O caso viralizou nas redes sociais após a mãe publicar uma série de vídeos denunciando que o filho mais velho, de 7 anos, foi agredido por uma monitora do Kids Club do resort. O bebê, de apenas 4 meses, também estava na viagem.
Segundo Heloísa, ao deixar o filho no espaço infantil, ela descobriu que a criança havia sido agredida por uma funcionária do local.
Ao buscar explicações, afirma que não encontrou apoio nem da colaboradora nem da administração do resort. As imagens das câmeras de segurança, segundo ela, só foram liberadas para acesso após ameaçar acionar a polícia. Um boletim de ocorrência foi registrado.
Nos vídeos publicados, a mãe aparece em lágrimas. “Eu paguei 20 mil reais pra passar por essa humilhação. Eles agridem o meu filho, tem vídeo. Eu jamais viria na rede social se não fosse verdade”, desabafou. Ainda segundo Heloísa, além de sentir que foi ignorada pelo resort, sua reserva foi cancelada. “Me deixam desamparada com a neném e com meu filho. Eu só queria proteção e respostas para ele”, disse.
A situação ficou ainda mais grave, para a mãe, quando a rede Amarante, que administra o Japaratinga Lounge Resort e o Salinas Maceió, cancelou a reserva subsequente que Heloísa tinha no segundo empreendimento, sob a justificativa de mau comportamento.
O resort se pronunciou nas redes sociais com uma nota oficial. O Japaratinga Lounge Resort afirmou que a hospedagem da família foi cumprida normalmente, com check-out realizado às 14h26, após o almoço, mesmo sendo o horário regular de saída ao meio-dia. Sobre a acusação de agressão, o resort informou que todas as imagens disponíveis foram analisadas e que nenhum tipo de agressão foi constatado. A hóspede e as autoridades tiveram acesso às imagens.
O empreendimento acrescentou que, durante o episódio, foram registradas agressões verbais, ameaças a colaboradores e tumulto no ambiente, o que tornou necessária a presença da polícia. Tanto a funcionária acusada quanto uma colaboradora que teria sido agredida pela própria hóspede registraram boletim de ocorrência.
“Reforçamos que, neste momento, o que existe é uma acusação que não se confirma nas imagens já analisadas. Seguimos à disposição das autoridades e da imprensa para prestar todos os esclarecimentos necessários”, concluiu o resort.
A rede Amarante confirmou ainda ter cancelado a diária subsequente no Salinas Maceió por descumprimento das políticas de hospedagem e convivência, informando, porém, que a hóspede recebeu suporte para organizar seu deslocamento.
O caso segue sem resolução definitiva. A palavra final caberá à investigação policial, com base nas imagens e nos boletins de ocorrência registrados por ambas as partes.









