Homem preso acusado de estuprar meninos no DF é encontrado com dente das vítimas

Foto: PCDF

Nesta quarta-feira (22/7), um homem foi preso em São Sebastião sob suspeita de cometer violência sexual contra dois meninos, de 9 e 10 anos. A prisão ocorreu durante uma operação que também cumpriu uma ordem de busca no imóvel do investigado.

A ação, batizada de Operação Themis, foi conduzida pela Seção de Atendimento à Mulher da 30ª Delegacia de Polícia, vinculada à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

As investigações começaram depois que um familiar responsável pelas crianças comunicou formalmente a suspeita de abusos praticados por uma pessoa conhecida da família.

A partir do relato, os investigadores ouviram os envolvidos e reuniram elementos que levaram à solicitação das medidas judiciais. As circunstâncias específicas dos episódios não foram divulgadas para preservar as vítimas.

Durante as buscas na residência, os policiais recolheram cinco aparelhos celulares, brinquedos, histórias em quadrinhos, preservativos e um estojo com lápis e canetinhas.

Também foi encontrado um recipiente com ao menos dez dentes. Todo o material será encaminhado para análise pericial.

A origem dos dentes ainda não foi determinada. Apesar de terem sido encontrados na casa, não há confirmação de que pertençam às crianças citadas na investigação ou de que estejam ligados aos crimes apurados.

Questionado pelos investigadores, o homem afirmou não se recordar da procedência do material nem explicar como os dentes chegaram ao imóvel.

A perícia nos celulares deverá verificar a existência de mensagens, imagens, vídeos ou outros arquivos que possam contribuir para o esclarecimento do caso e para a identificação de eventuais novas vítimas.

Durante o interrogatório, o suspeito confirmou que mantinha proximidade com as duas crianças e que elas estiveram em sua residência em diferentes ocasiões.

Ele, no entanto, negou ter cometido qualquer crime sexual.

Após o cumprimento das ordens judiciais, o homem foi encaminhado à carceragem da PCDF, onde permanece à disposição da Justiça.

A prisão durante a investigação não representa condenação. A responsabilidade criminal dependerá da conclusão do inquérito, da análise das provas e de eventual processo judicial.

As identidades das crianças e do investigado foram preservadas. A medida busca evitar a exposição das vítimas e impedir que informações permitam reconhecê-las.

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