Nesta terça-feira (11/8), uma criança de 11 anos foi atingida quatro vezes com um canivete dentro do Centro de Ensino Fundamental Cerâmica São Paulo, em São Sebastião (DF). O autor dos golpes é um colega da mesma idade, segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
A ocorrência começou após um desentendimento entre os dois estudantes. Durante a discussão, um deles teria utilizado o canivete para atingir o colega quatro vezes nas costas, transformando uma briga entre crianças em uma ocorrência que mobilizou equipes de emergência, policiais e órgãos de proteção à infância.
O estudante ferido recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião.
Apesar dos golpes, a criança estava consciente e orientada durante o atendimento e, conforme as informações divulgadas sobre o caso, não corria risco de morte.
Após o ataque, a direção da escola acionou o Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc). O Conselho Tutelar também passou a acompanhar o episódio.
Como os dois envolvidos têm 11 anos, o tratamento jurídico do caso segue as regras previstas para crianças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O menino apontado como responsável pelo ataque ficou sob acompanhamento do Conselho Tutelar, ao lado dos pais, para a adoção das providências cabíveis.
Representantes da direção da escola e policiais do Batalhão Escolar seguiram para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), na Asa Norte, onde a ocorrência foi formalizada e os procedimentos relacionados ao episódio foram adotados.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que acompanha a situação e afirmou repudiar qualquer forma de violência dentro das escolas.
Além dos procedimentos administrativos e policiais, a Coordenação Regional de Ensino deverá enviar uma equipe de psicólogos ao CEF Cerâmica São Paulo para prestar acolhimento aos estudantes e profissionais da unidade após o episódio.
O caso passa agora a ser acompanhado pela escola, Secretaria de Educação, Conselho Tutelar e demais autoridades responsáveis, enquanto são avaliadas as circunstâncias que levaram ao confronto entre os dois alunos e as medidas de proteção necessárias para a comunidade escolar.







