O escritório de advocacia que faria a defesa de Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante nesta segunda-feira (11/7) por estuprar uma grávida durante uma cesariana, decidiu que vai abandonar o caso e que não possui interesse em defender o médico.
A defesa de Giovanni seria feito pelo escritório Novais, o mesmo que defende Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, ocorrido em março do ano passado. Inicialmente, o grupo de advogados chegou a dizer que não tinha obtido acesso a depoimentos e elementos de prova que foram produzidos durante o auto de prisão de flagrante, mas depois, disse que se posicionaria em breve
Sobre o caso
O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante, na madrugada de segunda, por estuprar uma paciente enquanto ela estava dopada e passava por uma cesariana em um hospital na cidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.
As suspeitas sobre Giovanni começaram após profissionais de saúde notarem que ele utilizava uma quantidade anormal de anestesia nas pacientes. Além disso, a equipe de enfermagem percebeu, em outros procedimentos, movimentações corporais incomuns feitas por ele durante as cirurgias. Com isso, a equipe resolveu colocar um celular para gravar o que Giovanni fazia.
Foi então que, na gravação que chegou aos policiais, o anestesista foi flagrado colocando o pênis na boca de uma paciente enquanto participava do parto dela. A delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, destacou a importância da atuação dos profissionais de saúde para a prisão de Giovanni.
“É importantíssimo nós destacarmos a atuação de uma equipe de enfermagem do Hospital da Mulher aqui de São João de Meriti, cidadãos e profissionais de saúde exemplares, que notaram, em outras cirurgias, o movimento do corpo do médico, do autor do crime. E, para que houvesse uma prova, eles decidiram posicionar um telefone celular de uma forma que não se visse”, ressaltou.
Uma segunda mulher procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher de São João Meriti, na Baixada Fluminense, para testemunhar contra o anestesista Giovanni Quintella Bezerra. Familiares dela acreditam que ela também foi vítima de estupro durante uma cesárea realizada na última quarta-feira (6).
A mãe da mulher disse que sua filha foi retirada da sala totalmente dopada e acordou apenas no dia seguinte. As informações são da Folha de S. Paulo.
Segundo a mãe dela, a filha acordou com uma substância branca no pescoço. A família pensou que era vestígio de algum procedimento feito no hospital. No entanto, a família desconfiou de Giovanni Quintella Bezerra após divulgação do caso nesta segunda-feira (11/7).








