A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (10/06), uma operação contra um grupo investigado por extorsões praticadas pela internet.
A ação, chamada Operação Medusa, foi conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia e contou com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão. Até o momento, sete pessoas foram presas.
Durante a operação, os policiais também apreenderam 15 aparelhos celulares. Em uma das diligências, houve ainda um flagrante por tráfico de drogas.
As investigações apontam que o grupo usava anúncios falsos de garotas de programa para atrair vítimas pela internet.
Depois do primeiro contato, os suspeitos levantavam informações pessoais e dados de vínculos nas redes sociais. A partir daí, as vítimas passavam a receber ameaças e eram pressionadas a fazer pagamentos via Pix.
A operação teve dois focos principais. No Distrito Federal, estavam concentradas as vítimas. Já em Montes Claros, em Minas Gerais, ficavam os principais investigados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha divisão de tarefas. Alguns suspeitos seriam responsáveis por criar e-mails e chaves Pix. Outros atuariam na movimentação de contas bancárias de terceiros, na centralização dos valores recebidos e na possível lavagem do dinheiro obtido com os crimes.
A investigação também identificou uma empresa ligada à apontada líder do grupo. De acordo com a PCDF, o negócio movimentou mais de R$ 2 milhões em aproximadamente um ano.
Ainda conforme a corporação, o valor é considerado incompatível com o perfil apurado e compatível com a suspeita de lavagem de capitais.
Os investigados são apurados por extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.








