Após Irã fechar novamente estreito de Ormuz, Trump anuncia novos ataques

Foto: Reprodução/Instagram @Realdonaldtrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) que forças de seu país atacarão novamente “com grande dureza” o Irã “esta noite” e alertou que em breve assumirão o controle da indústria petrolífera iraniana de forma muito semelhante à que fizeram com a Venezuela.

“Os Estados Unidos atacarão o Irã esta noite com grande dureza [sua Marinha, Força Aérea, radares, defesa antiaérea e todas as outras formas de defesa, junto com a maior parte de sua capacidade ofensiva, desapareceram!]” escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.

O presidente norte-americano destacou ainda que, “em algum momento de um futuro não muito distante”, os EUA tomarão a ilha de Kharg, que abriga o terminal petrolífero mais importante do Irã, “e outros pontos de infraestrutura petrolífera” iraniana.

“Assumiremos o controle total de seus mercados de petróleo e gás, tal como fizemos com a Venezuela, o que está se mostrando magnífico tanto para a Venezuela quanto para os EUA” declarou Trump, que, após ordenar a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, passou a gerenciar as vendas de petróleo venezuelano com o novo governo de Caracas.

As ameaças do republicano chegam depois de Washington ter atacado a república islâmica pelo segundo dia consecutivo.

Teerã respondeu com bombardeios contra bases norte-americanas no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein, e além disso declarou fechado o Estreito de Ormuz, estratégica via de escoamento de petróleo bruto convertida em centro do conflito.

Esta é a pior escalada militar entre os dois países desde o início do cessar-fogo no último dia 8 de abril e ocorre após as conversas de paz terem estagnado sem resultados devido a divergências em relação às condições de um acordo final.

Trump havia comentado nesta semana que o Irã demorou muito para negociar e que agora teria que enfrentar as consequências.

O Irã, por sua vez, afirmou nesta quinta-feira que estes últimos ataques dos EUA “deixaram sem efeito na prática o cessar-fogo” e responsabilizou Washington pelas “consequências perigosas” de tais ações.

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