Atlas/Bloomberg: Lula e Flávio Bolsonaro tem empate técnico para 2026

Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado // Ricardo Stuckert/PR

A nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25/2), mostra que a disputa presidencial de 2026 caminha para um segundo turno extremamente polarizado. No principal cenário testado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados, com ligeira vantagem numérica para o parlamentar.

Flávio registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 46,2%. A diferença está dentro da margem de erro de um ponto percentual. Em relação ao levantamento anterior do instituto, o petista perde três pontos, e o senador ganha 1,4 ponto, encurtando a distância entre governo e oposição.

O instituto também simulou confrontos entre Lula e outros nomes da direita e centro-direita. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, o petista teria 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em duelo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula aparece com 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.

Nos cenários com governadores, o presidente mantém vantagem sobre Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, por 46% a 41,7%; sobre Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, por 45,7% a 37,6%; sobre Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, por 45,5% a 39%; e sobre Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, por 45,2% a 24,5%. A exceção é o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece à frente com 47,1%, contra 45,9% de Lula.

A sondagem também mediu rejeição. Segundo o levantamento, 48,2% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46,4%, e Jair Bolsonaro, de 44,2%.

Quando perguntados sobre qual resultado eleitoral causaria mais temor, 47,5% afirmaram ter mais medo da reeleição de Lula do que da vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 44,9% disseram que a possibilidade de o senador assumir a Presidência é mais preocupante. Para 7,1%, ambos os desfechos gerariam preocupação na mesma medida.

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos, por recrutamento digital aleatório, entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026.

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