O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (25/02), em Brasília, que o recente aumento das alíquotas de importação de mais de mil itens eletrônicos tem caráter apenas regulatório e não deve se refletir nos preços ao consumidor.
Segundo o ministro, a medida busca reorganizar o regime de tarifas aplicado a bens de capital e produtos de informática e telecomunicações, como smartphones, painéis de LED e freezers. Ele ressaltou que mais de 90% desses equipamentos já são fabricados no Brasil, o que, na avaliação da equipe econômica, reduz o risco de repasse imediato ao varejo.
O reajuste foi definido no início de fevereiro pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), que revisou as alíquotas de importação de cerca de mil itens. Na prática, a alta atinge principalmente produtos trazidos de fora do país que concorrem com a indústria nacional.
Haddad classificou a decisão como de “objetivo regulatório” e disse que não houve, por parte da Fazenda, um estudo específico de impacto sobre preços justamente porque o foco seria a proteção da produção interna. Ele argumentou ainda que os celulares citados por opositores, por exemplo, são majoritariamente montados na Zona Franca de Manaus, beneficiados por um regime tributário diferenciado.








